
Sete Cantos e Dois Lados
No Reflexo dos sete cantos
mal iluminados da minha sala,
deita a insensatez dos meus prantos,
o Ambiguo ser que me fala.
Há momentos de ilusão,
que afetam minha intuição,
destacado pelo temporal,
desferido pelo atemporal.
Ilusões estas, percepções
deste mundo, suas visões,
que enganam nossa alma,
resgatando falsa calma.
Calma esta fingida,
de uma fera ferida,
discutível posição,
em ensaiada oração.
Devemos nos precaver,
termos cuidado ao ouvir,
no que ver, crer, sentir,
evitar a ilusão nos prender.
Ora, temos dois lados,
um escuro, um claro,
ambiguos dotados,
de diferenças declaro.
Se enganam aqueles,
que negam isso tudo,
não conhecem nem eles,
servem então, o escuro.
Escuro é Ignorância,
em grande relevância,
enganar é importância;
Esconder a verdade,
exigir caridade,
quebrar lealdade.
Uma Calamidade!
Mas hei que existe a Luz,
força criadora que conduz,
para a libertação completa,
a Sabedoria total e eterna!
Aflição não existe,
para quem persiste,
verdadeiro crente,
Luz em gente!
Ah, que bela melodia,
entoada pelo alto,
cânticos em salmo,
que iluminam o dia.
Seres maravilhosos,
altivos em vibração,
mestres respeitosos,
à nós vem em ação.
Em chama amarela,
amarelo dourado,
vibra em auréola,
no ser transformado.
Luz respeitosa,
verdadeira e poderosa,
desperta em todos nós
a iluminação de mil sóis.
Eis que a Luz de mil cantos,
toda ignorância cala,
no Reflexo dos sete cantos
bem iluminados da minha sala.
Com Carinho Compartilho;
Anjo Guardião Branco.