segunda-feira, 24 de março de 2008

Uma poesia - Em Paz



Em Paz



Paz, talvez o mais nobre sentimento humano,
quem sabe, algo tocável,
de vontade própria?


Quem sabe um ser de poderes angélicos,
que voa por aí, como um cupido,
que com suas flechas, inspira a Paz?


Ou será uma pessoa, aquela da multidão,
que com seu disfarce inspira seus irmãos,
a se amarem cada vez mais...


Ou se não, um ser do espaço,
que com sua nave espacial,
emite raios de Paz em toda humanidade.


Afinal, quem é a Paz?


Uma pessoa? Um ser superior?


Imagina, os céticos diriam
um ser abstrato, pois não se toca.


Pobre deles, pois não conhecem o Amor.


Será que a Paz não é alguém,
mas sim algo ou alguma coisa?


Um símbolo? Um Graal?


Ora, mas têm aqueles,
que não dão valor para um símbolo...


Então a Paz é ignorada?


Pode ser, pois capacidade todos têm,
mas ninguém efetua com firmeza
esta promessa de Paz.


Então, eu gostaria de revelar
que a Paz é um vírus.


Se espantou? Ficou com medo?


Seria bom se ficasse,
se você não acredita nele.


É um vírus contagioso,
que ataca no coração,
e depois se espalha para todo o corpo.


E uma vez contagiado,
não há cura conhecida,
nem mesmo os mais poderosos remédios
podem com ele.


Veja os sintomas:


Vontade incontrolável de abraçar alguém;
Loucura perante o mundo;
Movimentos involuntários de compaixão;
Febre por ver as guerras acabarem;
Infecção na região do orgulho;
Morte lenta do Ego;
Paralisia na região do cérebro que trata da Cobiça;
Morte geral da maldade.


Ah, que vírus bom este...


Quero me infectar a toda hora,
que eu tiver vontade de brigar.


Mas qual o princípio do vírus?


Começa em nossos corações,
e termina no coração
dos nossos inimigos.


Anjo Guardião Branco

quarta-feira, 12 de março de 2008

Sua Santidade, O Dalai Lama



Uma Biografia


Tenzin Gyatso, Sua Santidade o 14º Dalai Lama, é ao mesmo tempo líder temporal e espiritual do povo tibetano.
Nasceu em 6 de julho de 1935, numa família de camponeses da pequena vila de Taktser, na provincia de Amdo, situada no nordeste do Tibet.
Seu nome era Lhamo Dhondup até o momento em que, com dois anos de idade, Sua Santidade foi reconhecido como sendo a reencarnação de seu predecessor, o 13º Dalai Lama, Thubten Gyatso. Os Dalai Lamas são tidos como manifestações de Avalokiteshvara ou Chenrezig, o Bodhisattva da Compaixão e patrono do Tibet.
Um Bodhisattva é um ser iluminado que adiou sua entrada no nirvana e escolheu renascer para servir à humanidade.

Educação no Tibet

Sua Santidade o Dalai Lama começou sua educação monástica aos seis anos. O currículo consistia de cinco disciplinas maiores e cinco menores. As maiores são: lógica, arte e cultura tibetana, sânscrito, medicina e filosofia budista — e esta por sua vez se compõe de outras cinco categorias: Prajnaparamita, a perfeição da sabedoria; Madhyamika, a filosofia do Caminho do Meio; Vinaya, o cânone da disciplina monástica; Abhidharma, metafísica; e Pramana, lógica e epistemologia. As disciplinas menores são: poesia, música e teatro, astrologia, gramática e sinônimos. Aos 23 anos, fez seu exame final no Templo de Jokhang, em Lhasa, durante o o Festival Anual de Orações Mönlam. Foi aprovado com honras e recebeu o grau de Geshe Lharampa (título máximo, equivalente a um Doutorado em Filosofia 1ista). Em complemento a esses temas budistas, estudou inglês, ciências, geografia e matemática.

Responsabilidades de Líder

Em 1950, com 15 anos de idade, Sua Santidade foi solicitado a assumir a completa responsabilidade política como chefe de estado e de governo, após a invasão chinesa do Tibet. Em 1954, foi a Beijing para tratativas de paz com Mao Tsetung e outros lideres chineses, como Chou En-Lai e Deng Xiaoping. Em 1956, durante visita à Índia para participar das festividades do aniversário de 2500 anos de Buda, esteve presente em uma série de reuniões com Nehru, o Primeiro Ministro Indiano, e o Premiê Chou, sobre a situação do Tibet que se deteriorava rapidamente.
Seus esforços para alcançar uma solução pacífica para o problema sino-tibetano foram frustrados pelas atrocidades da política chinesa, no leste do Tibet, dando origem a um levante popular. Esse movimento de resistência espalhou-se por outras partes do País, e em 10 de Março de 1959, Lhasa, a capital do Tibet, explodiu em um grande levante. As manifestações da resistência tibetana exigiam que a China deixasse o Tibet, reafirmando a sua independência.
Quando a situação se tornou insustentável, pediu-se ao Dalai Lama que saísse do país para continuar no exílio a luta pela libertação. Sua Santidade seguiu para a Índia, que lhe concedeu asilo político, acompanhado de outros oitenta mil refugiados tibetanos. Hoje há mais de 120.000 tibetanos vivendo como refugiados na Índia, Nepal, Butão e no Ocidente. Desde 1960, Sua Santidade reside em Dharamsala, uma pequena cidade no norte da Índia, apropriadamente conhecida como "Pequena Lhasa", por sediar a sede do governo tibetano no exílio.
Desde a invasão chinesa, Sua Santidade apresentou vários recursos às Nações Unidas sobre a questão tibetana. A Assembléia Geral adotou três resoluções sobre o Tibet, em 1959, 1961 e 1965.

Processo de Democratização

Com o estabelecimento do Governo Tibetano no Exílio, Sua Santidade percebeu que a tarefa mais imediata e urgente era lutar pela preservação da cultura tibetana. Fundou 53 assentamentos agrícolas de larga escala para acolher os refugiados; idealizou um sistema educacional tibetano autônomo (existem hoje mais de 80 escolas tibetanas na Índia e Nepal) para oferecer às crianças refugiadas tibetanas pleno conhecimento de sua língua, história, religião e cultura. Em 1959 criou o Instituto Tibetano de Artes Dramáticas; o Instituto Central de Altos Estudos Tibetanos se transformou em uma universidade para os tibetanos na Índia. Sua Santidade inaugurou vários institutos culturais com o propósito de preservar as artes e ciências tibetanas, e ajudou a restabelecer mais de 200 monastérios para preservar a vasta obra de ensinamentos do budismo, a essência do espírito tibetano.
Pelo lado da política, em 1963 Sua Santidade apresentou o esboço de uma constituição democrática para o Tibet, baseada nos princípios budistas e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. A nova constituição democrática promulgada como resultado desta reforma foi denominada "Carta dos Tibetanos no Exílio". Essa carta defende a liberdade de expressão, crença, reunião e movimento. Oferece também detalhadas linhas de ação para o funcionamento do governo tibetano no que diz respeito aos que vivem no exílio.
Em 1992, Sua Santidade publicou linhas diretrizes para a constituição de um futuro Tibet livre. Anunciou que o a primeira e imediata tarefa do Tibet libertado será estabelecer um governo interino com a principal responsabilidade de eleger uma Assembléia Constituinte, para criar e implantar uma constituição democrática tibetana. Nesse dia, Sua Santidade transferirá toda a sua autoridade política e histórica para o Presidente interino, passando a viver como um cidadão comum. Ele também afirmou esperar que o Tibet, incluindo suas tradicionais três províncias (U-Tsang, Amdo e Kham), seja federativo e democrático.
Em maio de 1990, as reformas propostas por Sua Santidade deram ensejo à realização de uma administração verdadeiramente democrática para a comunidade tibetana no exílio. O Gabinete tibetano (Kashag), que até então sempre fora indicado por Sua Santidade, foi dissolvido, juntamente com a Décima Assembléia de Deputados do Povo Tibetano (o Parlamento tibetano no exílio). Nesse mesmo ano, tibetanos exilados no subcontinente indiano e em mais de 33 outros países elegeram 46 membros da ampliada 11ª Assembléia Tibetana, numa votação direta. A Assembléia, por sua vez, elegeu os novos membros do Gabinete. Em setembro de 2001, um passo ainda maior para a democratização foi dado quando o eleitorado tibetano elegeu diretamente o Kalon Tripa, ministério-mor do Gabinete, que por sua vez indicou seu próprio Gabinete, a ser aprovado pela Assembléia Tibetana. Na longa história do Tibet, essa foi a primeira vez que o povo elegeu seus líderes políticos.

Iniciativas pela paz

Em setembro de 1987, Sua Santidade propôs o Plano de Paz de Cinco Pontos para o Tibet, como um primeiro passo na direção de uma solução pacífica para a situação que rapidamente se deteriorava no país. Em sua visão, o Tibet se tornaria um santuário, uma zona de paz no coração da Ásia, em que todos os seres sencientes poderiam viver em harmonia, com o delicado equilíbrio ambiental preservado. A China, até o momento, não respondeu positivamente às várias propostas de paz criadas por Sua Santidade.

O Plano de Cinco Pontos

Em seu discurso aos membros do Congresso Americano em Washington, D.C., realizado em 21 de setembro de 1987, Sua Santidade propôs o seguinte plano de paz, composto por cinco pontos básicos:
Transformação de todo o Tibet em uma zona de paz.
Cessação da política chinesa de transferência de população, que ameaça a própria existência dos tibetanos como povo.
Respeito pelos direitos humanos fundamentais dos tibetanos, bem como de suas liberdades democráticas.
Restauração e proteção do ambiente natural tibetano, e o abandono do uso do território tibetano, pela China, para produção de armas nucleares e como depósito de lixo nuclear.
Início de negociações sérias sobre o futuro status do Tibet e das relações entre os povos chinês e tibetano.

Proposta de Estrasburgo

Discursando no Parlamento Europeu de Estrasburgo, na França, em 15 de junho de 1988, Sua Santidade detalhou minuciosamente o último dos Cinco Pontos desse plano de paz. Ele propôs o estabelecimento de conversações entre chineses e tibetanos para a criação de um governo autônomo das três províncias tibetanas, "em associação com a República Popular da China". O governo chinês continuaria sendo responsável pela política exterior e defesa do Tibet.
Para Sua Santidade, essa proposta era "o modo mais realista para se restabelecer uma identidade independente do Tibet e restituir os direitos fundamentais do povo tibetano, conciliando ao mesmo tempo os próprios interesses da China." Enfatizou por outro lado que "qualquer que seja o resultado das negociações com os chineses, o povo tibetano por si mesmo deve ser a autoridade decisória máxima."
Posteriormente, no entanto, em 2 de Setembro de 1991 (Dia da Democracia Tibetana), o Governo do Tibet no exílio declarou que a Proposta de Estrasburgo não estava mais em vigor: "Sua Santidade, o Dalai Lama, deixou bem claro, em sua declaração de 10 de março, que em razão da atitude fechada e negativa da atual liderança chinesa, percebeu que seu compromisso pessoal com as idéias expressas na proposta de Estrasburgo tornou-se sem efeito, e que se não houver novas iniciativas por parte dos Chineses ele se considerará livre de qualquer obrigação com relação a essa proposta. Entretanto, continua firmemente compromissado no caminho da não violência e em encontrar uma solução para a questão tibetana através de negociações e entendimentos. Sob as atuais circunstâncias, Sua Santidade, o Dalai Lama, não mais se sente obrigado ou limitado a manter a Proposta de Estraburgo como uma base para encontrar uma solução pacífica para o problema tibetano."

Contatos Oriente-Ocidente

Desde 1967, Sua Santidade iniciou uma série de viagens que o levaram a 42 países. Em fevereiro de 1990, foi convidado pelo Presidente Vaclav Havel para ir à Tchecoslováquia, onde divulgaram uma declaração conjunta incitando "todos os políticos a desvencilharem-se de restrições e interesses de grupos públicos ou privados e a guiarem suas mentes por sua própria consciência, sentimento e responsabilidade, fundamentados na verdade e na justiça."
Em 1991, encontrou-se com o Presidente dos Estados Unidos da América, George Bush, Neill Kinnock, o lider britânico de opsição, os ministros das Relações Exteriores da França e da Suíça, o Chanceler e Presidente da Áustria, e vários outros membros de governo estrangeiros. Em reuniões com líderes políticos, religiosos, culturais e comerciais, como também em grandes platéias em universidades, igrejas ou centros comunitários, falou de sua crença na união da família humana e da necessidade do desenvolvimento de um senso de responsabilidade universal.
Sua Santidade disse: "Vivemos atualmente em um mundo interdependente. Os problemas de uma Nação não podem ser solucionados muito tempo somente por ela mesma. Sem um senso de responsabilidade universal, nossa sobrevivência está em perigo. Basicamente, responsabilidade universal significa sentir pelo sofrimento de outras pessoas o mesmo que sentimos pelo nosso próprio sofrimento. Eu sempre acreditei num melhor entendimento, numa cooperação mais próxima e num respeito maior entre as várias Nações do mundo. Além disso, sinto que o amor e a compaixão são a tessitura moral para chegar à paz mundial."
Sua Santidade encontrou-se no Vaticano com os papas Paulo VI (em 1973) e João Paulo II (em 1980, 1982, 1986, 1988 e 1990).
Em um encontro com a imprensa em Roma, em 1980, expressou deste modo seu desejo de se encontrar com o Papa João Paulo II: "Vivemos em um período de grandes crises, de desenvolvimentos mundiais turbulentos. Não é possível encontrar paz na alma sem segurança e harmonia entre os povos. Por esta razão, espero ansiosamente por um encontro com o Santo Padre, para trocar idéias e sentimentos, e para ouvir suas sugestões sobre os caminhos para uma pacificação progressiva entre os povos."
Em 1981, Sua Santidade conversou com o Arcebispo de Canterbury, Dr. Robert Runcie, e com outros líderes da Igreja Anglicana em Londres. Ele também se encontrou com lideranças da Igreja Católica e comunidades judaicas, e pronunciou-se em um serviço interreligioso promovido em sua honra pelo Congresso Mundial da Fé. Em Outubro de 1989, durante um diálogo realizado em Dharamsala contando com a presença de oito rabinos e acadêmicos dos Estados Unidos, Sua Santidade enfatizou: "Quando nos tornamos refugiados, sabemos que nossa luta não seria fácil; ela levará muito tempo, gerações. Com freqüência nos referimos ao povo judeu e à forma como ele manteve sua identidade e fé a despeito de tamanha privação e sofrimento. Quando as condições externas amadureceram, ele estava prontos para reconstruir sua nação. Assim, pode-se concluir que há muitas coisas a aprender com os irmãos e irmãs judeus."
Em outro fórum sobre a comunhão de fé e a necessidade de união entre as diferentes religiões, ele afirmou: "Sempre acreditei que é muito melhor termos uma série de religiões e várias filosofias, do que uma única religião ou filosofia. Isto é necessário por causa das disposições mentais diferentes de cada ser humano. Cada religião possui certas idéias ou técnicas características, e aprender sobre elas só pode enriquecer a fé de alguém."

Reconhecimento universal e prêmios

Desde sua primeira visita ao ocidente, em 1973, a reputação de Sua Santidade como acadêmico e homem de paz só fez crescer, incessantemente. Nos últimos anos, um grande número de universidades e instituições em todos o mundo têm lhe conferido Prêmios da Paz e títulos de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento pelos seus escritos sobre a filosofia budista e sua liderança a serviço da liberdade, da paz e da não-violência. Um desse títulos, o de Doutor, foi conferido pela Universidade de Seattle, em Washington, EUA.
O seguinte resumo da menção dessa Universidade reflete a estatura de Sua Santidade: "No reino da mente e espírito, o senhor se distinguiu na rigorosa tradição das universidades budistas, alcançando o Grau de Doutor com as mais altas honras, com a idade de 25 anos. No âmbito de assuntos diplomáticos e governamentais, não obstante, o senhor encontrou tempo para lecionar e registrou de forma escrita seus sutis insights sobre filosofia e o significado da vida contemplativa no mundo moderno. Seus livros representam uma contribuição significativa não somente para o vasto corpo de literatura budista, mas também para o diálogo ecumênico entre as grandes religiões mundiais. Sua própria dedicação à vida monástica e contemplativa tem alcançado a admiração não somente por parte dos budistas, mas também dos meditadores cristãos, incluindo o monge Thomas Merton, cuja amizade e conversações com o senhor eram extremamente férteis."
Ao apresentar o Prêmio de Direitos Humanos Congressional Raoul Wallenberg em 1989, o Congressista Americano Tom Lantos disse: "A luta corajosa de Sua Santidade o Dalai Lama o tem distinguido como um líder dos direitos humanos e da paz mundial. Seus esforços contínuos para cessar o sofrimento do povo tibetano através de negociações pacíficas e reconciliação têm exigido dele enorme coragem e sacrifício."

O Prêmio Nobel da Paz de 1989

A decisão do Comitê Norueguês do Prêmio Nobel de conferir à Sua Santidade o Prêmio da Paz ganhou reconhecimento e aplauso mundial. A citação diz: "O Comitê deseja enfatizar o fato de que o Dalai Lama, em sua luta para a liberação do Tibet, constantemente se opõe ao uso da violência. Ele, em vez disto, advoga soluções pacíficas baseadas na tolerância e respeito mútuos para a preservação da herança cultural e histórica de seu povo. O Dalai Lama desenvolveu sua filosofia de paz com uma grande reverência por todas as coisas vivas, e um conceito de responsabilidade universal que envolve toda a humanidade e também a natureza. Na opinião do Comitê, o Dalai Lama vem se conduzindo com propostas construtivas e visionárias para a solução de conflitos internacionais, questões de direitos humanos e problemas ambientais globais."
Em 10 de Dezembro de 1989, Sua Santidade aceitou o prêmio em nome de todos os oprimidos no mundo e daqueles que lutam pela liberdade e trabalham pela paz mundial e pleo povo do Tibet. Em suas considerações, disse: "O prêmio reafirma a nossa convicção de que com a verdade, coragem e determinação como nossas armas, o Tibet será libertado. Nossa luta deve permanecer sem violência e livre de ódio."
Ele também enviou uma mensagem de encorajamento pelo movimento democrático chinês, cuja recente manifestação na Praça da Paz Celestial havia sido alvo de brutal repressão. "Na China, o movimento popular pela democracia foi subjugado pela força bruta, em junho deste ano. Não acredito que as manifestações foram em vão, porque o espírito de liberdade renasceu no povo chinês, e a China não pode escapar do impacto desse espírito, que sopra em muitas partes do mundo. Os corajosos estudantes e seus defensores mostraram à liderança chinesa e ao mundo a face humana daquela grande nação."

Simplesmente um monge budista

Sua Santidade o Dalai Lama freqüentemente diz: "Eu sou simplesmente um monge budista — nem mais nem menos." Ele realmente segue os preceitos da vida de um monge. Vivendo em uma pequena cabana em Dharamsala, levanta-se todos os dias às 4 horas da manhã para meditar, e cumpre uma atribulada agenda de encontros administrativos, audiências particulares, ensinamentos e cerimônias religiosas. Conclui o dia, sempre, com orações. Ao revelar as suas maiores fontes de inspiração, ele normalmente cita seus versos favoritos, encontrados nos escritos do reconhecido santo budista Shantideva:

Enquanto o espaço existir,
enquanto seres humanos permanecerem,
devo eu também permanecer
para dissipar a miséria do mundo.

(Traduzido por Fátima Ricco Lamac e revisado por Arnaldo Bassolli.)


Texto e foto do Site http://www.dalailama.org.br/


" Até mesmo no exílio, a Nobreza deste Iluminado ser se mantém intacta. Simplesmente uma fonte de Inspiração Eterna. "
Anjo Guardião Branco, sobre Dalai Lama.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Poesia - Não sou daqui




Não sou daqui



Não sou daqui...
Não moro aqui...
Sou um estranho neste lugar.


Não me reconheço com nada,
não me identifico com ninguém,
nada se espelha na minh´alma.


Sou um extraterrestre.


Esta língua me é estranha,
não tem nexo, nem sentido,
só gracejos, sem compromissos,
toma-me de uma forma equívoca...


Não sou ninguém aqui...


Não tenho reflexo,
nem no espelho, nem no rio,
apenas no mar...


O Grande Mar...


O mistério da Humanidade,
esta pérola num colar simples,
cintila de forma exuberante,
mas não tem o respeito,
desse povo ruim...


Em casa, não me vejo,
na capela, me estranho,
no meu mar, me encontro,
na imensidão, me misturo.


Sou estranho aqui...
Se sua ciência fosse crível,
me veria como incrível,
algo belo e puro,
digno de ser espelhado.


Anjo Guardião Branco

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Um Pouco sobre Buda





Um pouco sobre Buda


O Termo "Buda" é um título, não um nome próprio. Significa "aquele que sabe", ou "aquele que despertou", e se aplica a alguém que atingiu um superior nível de entendimento e a plenitude da condição humana. Foi aplicado, e ainda o é, a várias pessoas excepcionais que atingiram um tal grau de elevação moral e espiritual que se tranformaram em mestres de sabedoria no oriente, onde se seguem os preceitos budistas.

Porém o mais fulgurante dos budas, e também o real fundador do budismo, foi um ser de personalidade excepcional, chamado Sidarta Gautama. Siddharta Gautama, o Buddha, nasceu no século VI a. C. (em torno de 556 a. C.), em Kapilavastu, norte da Índia, no atual Nepal. Ele era de linhagem nobre, filho do rei Suddhodana e da rainha Maya.

Logo depois de nascido, Sidarta foi levado a um templo para ser apresentado aos sacerdotes, quando um velho sábio, chamado Ansita, que havia se retirado à uma vida de meditação longe da cidade, aparece, toma o menino nas mãos e profetiza: "este menino será grande entre os grandes. Será um poderoso rei ou um um mestre espiritual que ajudará a humanidade a se libertar de seus sofrimentos". Suddhodana, muito impressionado com a profecia, decide que seu filho deve seguir a primeira opção e, para evitar qualquer coisa que lhe pudesse influenciar contrariamente, passa a criar o filho longe de qualquer coisa que lhe pudesse despertar qualquer interesse filosófico e espiritual mais aprofundado, principalmente mantendo-o longe das misérias e sofrimentos da vida que se abatem sobre o comum dos mortais. Para isso, seu pai faz com que viva cercado do mais sofisticado luxo. Aos dezesseis anos, Sidarta casa-se com sua prima, a bela Yasodhara, que lhe deu seu único filho, Rahula, e passa a vida na corte, desenvolvendo-se intelectual e fisicamente, alheio ao convívio e dos problemas da população de seu país. Mas o jovem príncipe era perspicaz, e ouvia os comentários que se faziam sobre a dura vida fora dos portões do palácio.

Chegou a um ponto em que ele passou a desconfiar do porquê de seu estilo de vida, e sua curiosidade ansiava por descobrir por que as referências ao mundo de fora pareciam ser, às vezes, carregadas de tristeza.Contrariamente à vontade paterna - que tenta forjar um meio de Sidarta não perceber diferença alguma entre seu mundo protegido e o mundo externo, o jovem príncipe, ao atrevessar a cidade, se detém diante ante a realidade da velhice, da doença e da morte.

Sidarta entra em choque e profunda crise existencial. Derepente, toda a sua vida parecia ser uma pintura tênue e mentirosa sobre um abismo terrível de dor, sofrimento e perda a que nem mesmo ele estava imune. Sua própria dor o fez voltar-se para o problema do sofrimento humano, cuja solução tornou-se o centro de sua busca espiritual. Ele viu que sua forma de vida atual nunca poderia lhe dar uma resposta ao problema do sofrimento humano, pois era algo artificialmente arranjado. Assim, decidiou, aos vinte e nove anos, deixar sua família e seu palácio para buscar a solução para o que lhe afligia: o sofrimento humano. Sidarta, certa vez, em um dos seus passeios onde acabara de conhecer os sofrimentos inevitáveis do homem, encontrara-se com um monge mendicante. Ele havia obervardo que o monge, mesmo vivendo miseravelmente, possuia um olhar sereno, como de quem estava tranquilo diante dos revezes da vida. Assim, quando decidiu ir em busca de sua iluminação, Gautama resolveu se juntar a um grupo de brâmanes dedicados a uma severa vida ascética. Logo, porém, estes exercícios mortificadores do corpo demonstraram ser algo inútil. A corda de um instrumento musical não pode ser retesada demais, pois assim ela rompe, e nem pode ser frouxa demais, pois assim ela não toca. Não era mortificando o corpo, retesando ao extremo os limites do organismo, que o homem chega à compreensão da vida.

Nem é entregando-se aos prazeres excessivamente que chegará a tal. Foi ai que Sidarta chegou ao seu conceito de O Caminho do Meio : buscar uma forma de vida disciplinada o suficiente para não chegar à completa indulgência dos sentidos, pois assim a pessoa passa a ser dominada excessivamente por preocupações menores , e nem à autotortura, que turva a consciência e afasta a pessoa do convívio dos seus semelhantes. A vida de provações não valia mais que a vida de prazeres que havia levado anteriormente. Ele resolve, então, renunciar ao ascetismo e volta a se alimentar de forma equilibrada. Seus companheiros, então, o abandonam escandalizados. Sozinho novamente, Sidarta procura seguir seu próprio caminho, confiando apenas na própria intuição e procurando se conhecer a si mesmo. Ele procurava sentir as coisas, evitando tecer qualquer conceitualização intelectual excessiva sobre o mundo que o cercava. Ele passa a atrair, então, pessoas que se lhe acercam devido a pureza de sua alma e tranquilidade de espírito, que rompiam drasticamente com a vaidosa e estúpida divisão da sociedade em castas rígidas que separavam incondicioanalmente as pessoas a partir do nascimento, como hoje as classes sociais e dividem estupidamente a partir da desigual divisão de renda e, ainda mais, de berço.Diz a lenda - e lendas, assim como mitos e parábolas, resumem poética e figuradamente verdades espirituais e existenciais - que Sidarta resolve meditar sob a proteção de uma figueira, a Árvore Bodhi. Lá o demônio, que representa simbolicamente o mundo terreno das aparências sempre mutáveis que Gautama se esforçava por superar, tenta enredá-lo em dúvidas sobre o sucesso de sua tentativa de se por numa vida diferente da de seus semelhantes, ou seja, vem a dúvida sobre o sentido disso tudo que ele fazia. Sidarta logo se sai dessa tentativa de confundí-lo com a argumentação interna de que sua vida ganhou um novo sentido e novos referenciais com sua escolha, que o faziam centrar-se no aqui e agora sem se apegar a desejos que lhe causaria ansiedade. Ele tinha tudo de que precisava, como as aves do céu tinham da natureza seu sutento, e toda a beleza do mundo para sua companhia.

Mas Mara, o demônio, não se deu por vencido, e, ciente do perigo que aquele sujeito representava para ele, tenta convencer Sidarta a entrar logo no Nirvana - estado de consciência além dos opostos do mundo físico - imediatamente para evitar que seus insights sobre a vida sejam passados adiante.

Aí é possível que Buda tenha realmente pensado duas vezes, pois ele sabia o quanto era difícil as pessoas abandonarem seus preconceitos e apegos a um mundo resumido, por elas mesmas, a experiências sensoriais. Tratava-se de uma escolha difícil para Sidarta: o usufruto de um domínio pessoal de um conhecimento transcendente, impossível de expor facilmente em palavras, e uma dedicação ao bem-estar geral, entre a salvação pessoal e uma árdua tentativa de partilhar o conhecimento de uma consciência mais elevada com todos os homens e mulheres.
Por fim, Sidarta compreendeu que todas as pessoas eram seus irmãos e irmãs, e que estavam enredaddos demais em ilusórias certezas para que conseguissem, sozinhos, uma orientação para onde deviam ir. Assim, Sidarta, o Buda, resolve passar adiante seus conhecimentos.

Quando todo o seu poder argumentativo e lógico de persuasão falham, Mara, o mundo das aparências, resolve mandar a Sidarta suas três sedutoras filhas: Desejo, Prazer e Cobiça, que apresentam-se como mulheres cheias de ardor e ávidas de dar e receber prazer, e se mostram como mulheres em diferentes idades (passado, presente e futuro). Mas Sidarta sente que atingiu um estágio em que estas coisas se apresentam como ilusórias e passageiras demais, não sendo comparáveis ao estado de consciência mais calma e de sublime beleza que havia alcançado. Buda vence todas as tentativas de Mara, e este se recolhe, à espreita de um momento mais oportuno para tentar derrotar o Buda, perseguindo-o durante toda a sua vida como uma sombra, um símbolo do extremo do mundo dos prazeres.Sidarta transformou-se no Buda em virtude de uma profunda transformação interna, psicológica e espiritual, que alterou toda a sua perspectiva de vida. "Seu modo de encarar a questão da doença, velhice e morte mudou porque ele mudou" (Fadiman & Frager, 1986).
Tendo atingido sua iluminação, Buda passa a ensinar o Dharma, isto é, o caminho que conduz à maturação cognitiva que conduz à libertação de boa parte do sofrimento terrestre. Eis que o número de discípulos aumenta cada vez mais, entre eles, seu filho e sua esposa. Os quarenta anos que se seguiram são marcadas pelas intermináveis peregrinações, sua e de seus discípulos, através das diversas regiões da Índia.


Quando completa oitenta anos, Buda sente seu fim terreno se aproximando. Deixa instruções precisas sobre a atitude de seus discípulos a partir de então:"Por que deveria deixar instruções concernetes à comunidade? Nada mais resta senão praticar, meditar e propagar a Verdade por piedade do mundo, e para maior bem dos homens e dos deuses. Os mendicantes não devem contar com qualquer apóio exterior, devem tomar o Eu - self - por seguro refúgio, a Lei Eterna como refúgio... e é por isso que vos deixo, parto, tendo encontrado refúgio no Eu". Buda morreu em Kusinara, no bosque de Mallas, Índia. Sete dias depois seu corpo foi cremado e suas cinzas dadas as pessoas cujas terras ele vivera e morrera.


Excelente texto esse que publico aqui, através do site: http://www.budismo.com.br/


Luz e Paz, Amor e Honra.


Anjo Guardião Branco.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Forja dos Heróis




A Forja dos Heróis


O Ferreiro é o grande Criador. A Forja é a grande escola. O Martelo, as dificuldades. E o ferro, somos nós. Quando brutos, somos apenas um pedaço de ferro sem cor nem utilidade. Daí vem o ferreiro. Ele nos pega, nos mede, nos testa e enfim nos escolhe para seu trabalho. Daí começa nossa iniciação. Somos temperados no fogo do mundo, até atingir a cor necessária e somos retirados deste fogo para irmos à Forja. Lá somos cortados, medidos novamente e testados com uma martelada das dificuldades. Se não rachamos, começamos o trabalho. O Ferreiro nos martela, sem dó nem pena, para ver até onde somos moldados, daí, quando o fogo e as marteladas nos dão uma forma inicial, quando já estamos no nosso limite, somos levados à agua fria. Refrescamos, num estrondoso som. Depois, somos levados ao fogo novamente, mas dessa vez, somos mais resistentes. Quando atingimos novamente a cor, somos levados à forja, para recomeçar o processo. Isso é feito várias vezes, até que tomamos a forma que o ferreiro desejou para nós. Nesse estágio, já somos belos e bem resistentes. Somos levados para afiar, colocar guarda-mão, bainha e afinal, somos seres perfeitos, como uma bela Katana, pronta para o uso. Daí somos nossos próprios Mestres, prontos para encarar o desafio da Ascensão.

Esta é a Forja dos Heróis, onde tudo é testado, medido, cortado e por fim dado forma e corte. Gostamos de reclamar das nossas dificuldades, mas esquecemos que são elas que nos dão forma, na mão do Criador. Não estaríamos enfrentando tais dificuldades se não estivessemos preparados para elas. O Universo é sábio e sabe escolher seu herói para cada missão, sem perder nenhum. A Derrota não é dada pelo adversário, mas sim por nós mesmos. Ele apenas buscou a vitória, e nós a entregamos, talvez por falta de discernimento, disciplina ou fraqueza mesmo.

O Universo nos dá a Espada, mas cabe a nós aprender a lutar.

Não existe espada sem forma, nem lutador sem caminho. Existe apenas aquele que não sabe reconhecer seu caminho.

Para terminar, gostaria de colocar aqui uma frase de Massamune, um dos maiores ferreiros do Japão.

“ Do Metal nascerá o Fogo,

Mãe que criará o Aço,

Mais forte que o Fogo ele será.

Apenas a Carne o conduzirá,

Pois a Carne é mais forte que o Aço,

E o Espírito é mais forte que a Carne.”

Luz e Paz, Honra e Amor.

Anjo Guardião Branco

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Toques de Luz III - Evolução, o objetivo de todo ser





TOQUES DE LUZ III


EVOLUÇÃO – O OBJETIVO DE TODO SER



Eis que nos vemos revoltos neste mundo, como numa panela prestes a explodir, nos vemos tragados pelas intrigas sociais, econômicas e humanas, destacadas pelos nossos semelhantes à todo momento. Assistir um noticiário tem sido um martírio, as noticias não mudam, vemos mortes, destruição, tanto moral quanto física, revoltas; Isso tem ficado cada vez mais comum na nossa vida. Eis que pensando isso, que eu questiono o(a) leitor(a): Que temos em haver com isso?

Uma pergunta essencial merece uma resposta essencial: Tudo.

Digamos que somos co-responsáveis por tudo o que acontece neste mundo, desde sua essência até sua finalização no mundo físico. Essa notícia faz nossos corações pesarem, nos faz refletir se de fato temos algo haver. Mas digo que sim, pois temos uma atitude muito superficial em relação aos acontecimentos.

Haverá aquele que irá questionar; “Não fui eu quem criou a Guerra”, outro; “Não foi meu país que incitou isso naquele determinado país em guerra civil”. Pode ser que você nem seu país, tenha incitado nada, mas me diga, que fez para terminá-la? Por um acaso você enviou alguma carta para o presidente daquele país, dizendo o que acha? Por um acaso, você se movimentou para mudar o que você acredita que não está certo? Você já pensou numa forma de melhorar?
Somos vítimas de nossos pensamentos, em algumas ocasiões. Temos um costume muito cômodo de não gostar de uma porção de coisas, mas não tiramos “o traseiro do sofá” para fazermos algo pela paz, pela justiça, pelo amor. A Humanidade está “a pé” consigo mesma, por perdeu-se a atitude coletiva.

Saibam que desejar a paz, já é um começo. Mas não apenas desejá-la com uma vontade morta, sem atitudes, nem iniciativa. Devemos desejá-la no Coração, tê-la na Mente, e co-criar no mundo Físico, através de “n” formas. Uma delas é fazer palestras sobre a Paz, de como viver melhor, de como não sentir raiva, ódio, pois sabemos hoje, que você é o que sente. Isso já é uma forma de agir, uma forma de sentir essa Paz tão desejada chegando, rumando para nós, através de simples atitudes. Sabemos que a Meditação também é uma forma de ação, pois centrando-nos no objetivo, a Paz, o Amor, a Sabedoria, já estaremos mandando estas energias para o universo, através de nós mesmos. Ação como esta, talvez não exista mais essencial.

Saibam que devemos mudar pela Paz, não pela “não-violência” pois em termos de energia, são coisas bem diferentes. De acordo com a 2ª Lei Hermética, a Lei da Correspondência, “ tudo o que está em cima está embaixo, tudo o que esta embaixo, está em cima”, ou seja, se pedirmos ao universo “não-violência” não estaremos pedindo Paz, pois como o Verbo tem Poder, estaremos enviando a palavra violência, então receberemos violência. Se pedirmos Paz, receberemos Paz. Existe uma diferença fundamental nisso tudo.

Mas para isso, é necessário que todos nós percebamos uma coisa, somos seres em plena evolução. Devemos nos dar à mudança, esta mudança tão difícil e plena, que é a evolução das nossas atitudes diárias, de sentimentos e de momentos, sendo a “mola-motora” para essa transformação, algo tão belo e perfeito. Evoluir é algo imprescindível para alma, como é imprescindível para o corpo o alimento.

A partir do momento que, aceitamos tais verdades, é que começamos a nos transformar. Se aceitarmos que somos carentes de Paz, e começarmos a desejá-la verdadeiramente, começaremos a criá-la em nossa vida. É assim com tudo na vida, até com a Evolução do seres. Mas lembrem-se, é assim que se começa, pois existem mais fatores para atingir a plena evolução.

Logo voltaremos a tomar este assunto novamente.

Luz e Paz, Amor e Honra.

Anjo Guardião Branco.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

ADMIRAVEL RECONHECIMENTO DE SI MESMO - Poema





ADMIRAVEL RECONHECIMENTO DE SI - MESMO

"emiti um novo código , te proibo de seres o que não és...,
te proibo de te enganares , te proibo de tripudiares com tua natureza
emiti uma nova lei e segundo ela te aceito como és
pois te aceitando estou me amando e me amando ,
te amo sempre e muito mais
te amando te espero na esquina na contramão
no antifluxo , sem corrimão onde possamos nos apoiar
para seguir me amando sinto na pele o vento
perco o contato com a calmaria
sou o próprio vento , me transformo em nuvens , em vendavais
sou presa em mil redemoinhos
sou a agua que corre , enveredando por novas trilhas
sou a agua e o vento
a terra por onde passamos deixando marcas que já não se apagarão mais
e nesse caminhar te espero , te encontro para nossas bodas de fogo
eu sou o fogo que a nós consome a consciência,
a que nem tu nem eu dentro dessa nova lei
poderemos agora escapar.......jamais."

texto de Cláudia Araújo. Enviado por uma Grande Sacerdotisa de Luz.