terça-feira, 23 de setembro de 2008

Um pouco sobre Confucio



"O homem que é firme, paciente, simples, natural e tranquilo está perto da virtude."


"Aja antes de falar e, portanto, fale de acordo com os seus atos."

"Mil dias não bastam para aprender o bem; mas para aprender o mal, uma hora é demais."

"A cultura está acima da diferença da condição social."

"A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo, uma vez possuído."

"Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo."

"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. "



Um pouco sobre Confúcio


Confúcio (551 a.C. - 479 a.C) é o nome latino do pensador chinês Kung-Fu-Tze. Foi a figura histórica mais conhecida na China como mestre, filósofo e teórico político. Sua doutrina, o confucionismo, teve forte influência não apenas sobre a China mas também sobre toda a Ásia oriental.
Conhece-se muito pouco da sua vida. Parece que os seus antepassados foram gente nobre, mas o filósofo e moralista viveu pobre, e desde a infância teve de ser mestre de si mesmo. Na sua época, a China estava praticamente dividida em reinos feudais cujos senhores dependiam muito pouco do rei.

Confúcio, também conhecido com Kung Futsé (mestre kong), nasceu em meados do século VI (551 a.c.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. Esse estado é denominado de "terra santa" pelos chineses. Confúcio estava longe de se originar de uma família abastada, embora seja dito que ele tinha ascendência aristocrática. Seu pai, Shu-liang He, antes magistrado e guerreiro de certa fama, tinha setenta anos quando se casou com a mãe de Confúcio, uma jovem de quinze anos chamada Yen Cheng Tsai, que diziam ser descendente de Po Chi'in o filho mais velho do Duque de Chou, cujo sobrenome era Chi.
Dos onze filhos, Confúcio era o mais novo. Seu pai morreu quando ele tinha três anos de idade, o que o obrigou a trabalhar desde muito jovem para ajudar no sustento da família. Aos quinze anos, resolveu dedicar suas energias em busca do aprendizado. Em vários estágios de sua vida empregou suas habilidades como pastor, vaqueiro, funcionário e guarda-livros. Aos dezenove anos se casou com uma jovem chamada Chi-Kuan. Apesar de se divorciar alguns anos depois, Confúcio teve um filho, K'ung li, que nasceu um ano após seu casamento, e uma filha.


Confúcio viajou por diversos destes reinos, esteve em íntimo contato com o povo e pregou a necessidade de uma mudança total do sistema de governo por outro que se destinasse a assegurar o bem-estar dos súditos, pondo em prática processos tão simples como a diminuição de contribuições e o abrandamento das penalidades. Embora tentasse ocupar um alto cargo administrativo que lhe permitisse desenvolver as suas idéias na prática, nunca o conseguiu, pois tais idéias eram consideradas muito perigosas pelos que mandavam. Aquilo que ele não pôde fazer pessoalmente acabaram por fazer alguns dos seus discípulos, que, graças à boa preparação por ele ministrada, se guindaram, dia após dia, aos cargos mais elevados. Já idoso, retirou-se para a sua terra natal, onde morreu com 72 anos.


Kong zi é biograficamente, segundo o historiador chinês Sima Qian (século II a.C.), uma representação típica do herói chinês. Ele era alto, forte, enxergava longe, tinha uma barriga cheia de Chi, usava longa barba, símbolo de sabedoria, mas se vestia bem e era simples. Era também de um comportamento exemplar, demonstrando sua doutrina nos seus atos. Pescava com anzol, dando opção aos peixes, e caçava com um arco pequeno, para que os animais pudessem fugir. Comia sem falar, era direto, franco, acreditava ser um representante do céu.


Sua idéia de organização da sociedade buscava também recuperar os valores antigos, perdidos pelos homens atuais. No entanto, em sua busca pelo Tao, ele usava de uma abordagem diferente da noção de desprendimento proposta pelos Taoístas. Sua idéia estava embasada num critério mais realístico, onde a prática do comportamento ritual daria uma possibilidade real aos praticantes de sua doutrina de viverem em harmonia.


Apesar das idéias de conformismo que possam ser atribuídas à esse pensamento, elas são errôneas. Kong zi não pregava a aceitação plena de um papel definido para os elementos da sociedade, mas sim que cada um cumprisse com seu dever de forma correta. Já o condicionamento dos hábitos serviria para temperar os espíritos e evitar os excessos. Logo, sua doutrina pregava a criação sim, de uma sociedade capaz, culturalmente instruída e disposta ao bem estar comum. Sua escola foi sistematizada nos seguintes princípios:
Ren, humanidade ( altruísmo);


Li, ou cortesia ritual;


Zhi, conhecimento ou sabedoria moral;


Xin, integridade;


Zhing, fidelidade;


Yi, justiça, retidão, honradez.

Cada um desses princípios se ligaria às características que para ele se encontravam ausentes ou decadentes na sociedade.
Confúcio não procurou uma distinção aprofundada sobre a natureza humana, mas parece ter acreditado sempre no valor da educação para condicioná-la. Sua bibliografia consta de 3 livros básicos, sendo que os dois últimos são atribuídos aos seus discípulos:


Lun yu (Diálogos, Analectos), no qual se encontra a síntese de sua doutrina.


Dà Xué (Grande Ensinamento) e


Zhong Yong (Jung Yung), ou a “Doutrina do Meio”.


Após sua morte Confúcio recebeu o título de "Lorde Propagador da Cultura Sábio Supremo e Grande Realizador" nome que se encontra registrado em seu túmulo.

Fonte : Wikipedia (http://pt.wikipedia.org)

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Anjo Guardião Branco


terça-feira, 9 de setembro de 2008

Fé & Ciência. Opostos ou Complementares?


Fé & Ciência. Opostos ou Complementares?

Fé sem Ciência é fanatismo. Ciência sem Fé é ceticismo. É com estes conceitos polêmicos que eu começo com nossa filosofia de hoje. Ambos são assuntos polêmicos, ditos opostos, ditos complementares, assuntos que fascinam e idiotizam, numa sincronicidade impressionante e força devastadora. A Fé que remove Montanhas. A Ciência que tudo Prova. Será que elas são opostas? Ou se complementam? Adoro assuntos polêmicos deste nível. Sem estes assuntos polêmicos, a vida pára, se estagna e os oportunistas dominam pela ignorância. Vamos ao nosso assunto:

Fé X Ciência: É notável o quanto o ser humano se distanciou da busca pelo espiritual quando a ciência aportou neste mundo. Um conjunto de estudos e métodos que prometia explicar a tudo, de forma provável e quase infalível, diferente das religiões desta época, que ainda tinham uma visão muito fechada do mundo. A Ciência veio, na minha humilde opinião, tirar o ser humano da chamada Idade das Trevas, numa miscelânea de preconceitos (alguns que duram até hoje), superstições, dogmas ou simplesmente ignorância que a Idade Média trouxe para a humanidade, com o punho de ferro das religiões fundamentalistas, à citar, a Igreja Católica. Sabemos que alguns cientistas da época foram parar na “Santa” Inquisição, tendo que negar seus conhecimentos e ser absolvido ou confirmá-los perante o nefasto conselho e sofrer com a “purificação” através da Fogueira!!! Ou seja, a ciência da época incomodava e muito todos os poderosos pontifices, que se utilizam desta e de outras formas, para tentar conter algo inevitável, a saída do ser humano da ignorância plena. Deste então começou a disputa Fé X Ciência.

Ciência X Fé. Mas também houve o exagero do outro lado. Já na Idade Moderna, o racionalismo do ser humano atingiu limites alarmantes, chegando ao nível do Ceticismo. Com uma Ciência forte, incentivando a humanidade á buscar o conhecimento, pode-se mudar de “bode expiatório”, colocando a ciência como novo “deus” dessa época. Com a criação do capitalismo e a produção em massa, o pensamento humano mudou drasticamente, voltando sua vida para as industrias, tirando da natureza o título de provedora da vida, passando a creditar tal espaço para a urbanização, a padronização do estilo de vida e ao consumismo. Perdeu-se nesse processo a identificação com a natureza, com a obra de Deus, passando a identificar-se com a obra do homem, da ciência, tendo a natureza uma função secundária, a de fornecedora de matérias primas. Assim, o nível de humanismo despencou, e uma nova forma de ignorância surgiu, o escravismo operário. Com o avanço da ciência, o ser humano teve novamente que se sujeitar à vontade dos homens, antes dos cléricos, agora dos empresários. O Escravo foi libertado para ser escravo de outro. Avanços no nível tecnológico, queda no nível humanístico. Assim é a era da Ciência.

Neste cenário, Fé e Ciência são opostos, quase inimigos. Uma luta de poder, de ego, uma tragédia “grega” mundial, onde o vazio no coração do homem é capaz de corromper tudo, corromper a fé, corromper a ciência. Com uma liberdade controlada, e cada vez mais controlada, a humanidade sofre, nos tempos de hoje, com um processo de dominação mental, uma lavagem cerebral, onde seus valores estão invertidos, seu coração não é mais seu mestre, seu mestre agora é o Medo. Leis idolatras, corruptas, unilaterais, pintadas de rosas pelo absolutismo. A Democracia é falha, pois permite erros, permite que o homem tenha ferramentas para a liberdade, mas lhe usurpa o conhecimento para utiliza-las. Ou seja, a humanidade em tese é livre, mas na pratica é mais controlada agora do que antes. E a ferramenta para esta controladoria é a ignorância e o medo. Sim, a ignorância em plena era da Ciência. Ignorância não é falta de Conhecimento, é falta de Sabedoria. Conhecimento é teoria. Sabedoria é prática. E o ser Humano não sabe disso, não tem tempo para pensar nisso. Tomaram nosso tempo, nosso dinheiro, nossa paz. Que belo plano hein?

Mas nem tudo é má noticia. Hoje em dia, muito tem se pensado nesse assunto, e logo pensou na união Fé/Ciência. Muitas correntes de pensamentos já se voltam para tal fato. Fé é Ciência como complementares. Assim como o yin/yang, complementares. Humanismo com Dinamismo. Espiritualidade com Materialidade. Devoção com Ação. Fé com Ciência. Meditar a Fé que palpita no coração, com a capacidade criativa de uma Ciência, com sua metodologia de trabalho, tendo assim um caminho do meio harmônico em ambos os pólos.

Fé sem Ciência é Fanatismo. Ciência sem Fé e Ceticismo. O encontro dos dois pólos pode nos trazer o equilíbrio que sempre desejamos, a harmonia que almejamos, a verdade que merecemos.

Pensem nisso.

Com Carinho Compartilho.

Anjo Guardião Branco.


P.S.: Coloquei a imagem de um lindo Jardim, em homanagem á Primavera, que logo chegará.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Poesia - Onde estás meu Herói?





Onde estás meu herói?



Onde estás meu herói...
meu cavaleiro andante,
meu verdadeiro amante,
o verdadeiro herói.


Tua montaria, a mim brilha,
tua postura, me anima,
tua conduta, me fascina,
tua falta, me traíra...


Tua nova busca,
numa aventura única,
seria minha salvação,
mas falta teu coração.


Tua falta me mataria,
mas a esperança me queria,
tua espada não mais brilha,
fica opaca, numa trilha.


Que faria se o tivesse?
Meu amado, minha prece,
tua falta, assim dói,
onde estás meu herói?


Tua face, minha sina,
que da minha vida faria,
se não mais te tocasse,
minha saudade matasse...


Não vejo a hora de tê-lo,
pelo menos, voltar a vê-lo,
teu amor, ainda dói...
onde estás meu herói...


Tua mente estás comigo,
esperá-lo, ainda consigo?
Meu coração assim fadigo,
que acontece comigo?


Tua história me deprime,
tua honra te traíste,
tua morte me corrói,
onde estás meu herói?



Anjo Guardião Branco
Inspirado na música e voz de Tarja Turunen.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O Fadado Sentimendo do Ser





O Fadado Sentimento do Ser


Eis que mais uma vez, nos pegamos envoltos nos sentimentos.


Nos pegamos envolvidos em coisas surreais, em situações complexas, complicadas por nós. Mas, quando agimos, vemos que na verdade, aumentamos a intensidade deste caso, exagerando seu valor. Até onde os sentimentos nos completam?


Costumo dizer que nos completa em tudo. Seria como um “toque especial”, uma característica típica do ser humano, um algo que faz seu caráter. A personalidade é criada a partir do conhecimento que temos lidando com tais sentimentos. A sabedoria vem da experiência que temos lidando com tais sentimentos. A evolução é atingida quando passamos a entender, vivenciar e iluminar tais sentimentos. Então, entende-se que os sentimentos nos completam.


Mas sabemos que a Humanidade de hoje não gosta de sentimentos. Não gosta, por que os sentimentos não vêem protocolos, regras, leis, nem mesmo códigos. Como o ser humano é essencialmente racional (o que é ridículo ao meu ver), ele deve sempre colocar a “cabeça na frente do coração”, o que lhe causa dores na alma, dores profundas, que não são entendidas e causam um dos maiores males da humanidade, a Depressão. Esta história de ser humano essencialmente racional é pura propaganda enganosa, propaganda vendida pelos “ditadores do consumo”, seres que já se venderam para o mundo e querem ver outras pessoas caindo nos mesmos males. Conhece aquela história, “ Se eu cai, levarei muitos comigo”? Ela é bem real...


Então, eu questiono, até onde os sentimentos nos completam?


É normal o ser humano fazer uma confusão essencial; Confunde-se sentimentos com emoções.
Sentimentos são mais duradouros, mais profundos e essenciais, como o Amor, Lealdade, Dignidade. Já as emoções são mais momentâneas, mais racionais e supérfluas, como a paixão, interesse, moralidade descabida. Uma diferença essencial entre sentimentos e emoções é que os sentimentos, são duradouros ou até mesmo eternos, já as emoções são um algo do mundo, são voltados à aparência e situação, geralmente são finitos. Quando uma emoção torna-se pura, ela se eleva e chega a se transformar num sentimento. É típico das relações amorosas humanas, começar com uma mera paixão e se tornar uma sentimento puro, o Amor. Este assunto seria alvo de muitas outras reflexões.


A confusão, a falta de espiritualidade vivenciada, e até mesmo a falta de orientação adequada, faz com que o ser humano “patine” nas vivências mais importantes do seu ser. Pior ainda, é cair na racionalidade desmedida e pensar que sabe-se tudo sobre o todo. Digo que neste estado, o ser humano já deixou de “ser humano”, tornou-se maquina, escravo, zumbi. Privou-se dos sentimentos, pois tornou-se apenas racional.


Uma coisa tenho que esclarecer, tanto emoções quanto sentimentos são importantes. O racional também é importante, não há duvida, mas existe um exagero aqui. Como o yin/yang, o símbolo do equilíbrio, um cresce ao lado do outro, um completa o outro, ou seja, um não é maior que o outro e todos estão nos seus lugares. Mudar isso causa as confusões.


Digo, que os sentimentos são nosso elo de ligação com o Divino. Claro, como disse anteriormente, com sua medida. Neste pensamento então vamos filosofar, qual é a formula para esta felicidade?


A Harmonia.


Vivemos num mundo de ilusões, concordo. Um mundo onde a aparência é tudo, e o todo deve ser buscado com toda a força, as vezes numa força que o ser ainda não tem. Deve-se, então, encontrar o caminho do meio. Não podemos viver sem buscar a satisfação de nossas necessidades, acho que temos direito sim ao conforto, á abundância, á leveza do ser. Mas claro, com Equilíbrio. Também não podemos ficar sem nossa espiritualidade, nossa busca profunda, da Fé, da dignidade, do reencontro do si mesmo, mas também com Equilíbrio.


Então, voltando ao questionamento, até onde o sentimento nos completam?


Em tudo. Pois são eles que nos elevam á Casa do Pai. Pois são eles que nos permite refletirmos sobre nós mesmos. São eles que nos faz encontrar nossa dignidade quando o mundo nos afronta. Assim, somos impelidos á olhar para dentro, para nosso Coração. Vale a pena buscar.


Não apenas pense nisso.
Sinta isso.


Com Carinho Compartilho;


Anjo Guardião Branco.
P.S.: Coloquei a foto de um Ipê Amarelo, simplesmente por que estamos na época dele...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A Sabedoria do Bambu





A SABEDORIA DO BAMBU


Eis que uma vez, o jovem monge Takaurana viajava em seus pensamentos, meditava em busca das respostas, respostas estas nunca alcançadas em plenitude. Certa vez, estes questionamentos foram tantos, que o jovem monge resolveu pedir conselhos ao seu Mestre. Na sua mente, dilatava uma idéia de como conseguiria atingir a iluminação, se nem mesmo conseguia atingir a Paz Interior. Nos seus momentos consigo mesmo, quando sentava em posição de lótus e buscava a iluminação com Buda, tudo ia bem, até que pensamentos oriundos do mundo lhe tomava a mente. Não conseguindo mais restabelecer a calma, tinha que parar a meditação. Ficava profundamente frustrado, por não conseguir estabelecer um contado duradouro com os Reinos de Luz. Depois de contar ao Mestre o quê acontecia, envergonhado, ele sentou no chão, choroso. Sentia-se inútil pela sua fraqueza. O Mestre, na sua infinita Sabedoria, o contemplava com compaixão. Nutria por Takaurana um amor de pai, algo que transcendia qualquer materialidade. Deixou o jovem monge chorar, deixou ele limpar sua alma daquele peso. Depois, levantou-se de sua cadeira, caminhou até Takaurana e limpou suas lágrimas. Observou que o jovem monge já havia se acalmado e pediu para que ele o acompanhasse. Ambos andaram até o terraço do templo, onde uma tempestade se desenrolava. Uma forte rajada de vento vinha do Sul, praticamente era um tornado. O Mestre disse para Takaurana observar a mata que era atingida pelo forte vento. Lá havia uma arvore frondosa, altiva, bem enraizada no solo. Logo um pouco abaixo, havia uma plantação de bambu. A arvore, quase não sentia a passagem do vento, apenas suas folhas e galhos mais fracos balançavam ao sabor do vento. Já o bambu, mexia e remexia com os golpes que o vento impiedosamente lhe aplicava. Observando isso, Takaurana disse ao Mestre:


- Os Bambus serão destruídos, Mestre. Eles não tem capacidade de oferecer resistência ao vento, diferente da arvore que é forte e bem resistente.
- Que lição você tira disso, meu discípulo?
- Que eu devo ser como a arvore. Forte, rígido, firme no chão. E não como o bambu, que é mole e flexível.
- Observe novamente, jovem monge.


O Mestre apontou para um detalhe. Takaurana procurou observar, e pode ver que o vento tinha virado um tornado. Este sugava tudo ao seu redor. O bambu, mole e flexível, rendeu-se ao vento, chegando á tocar o chão. Já a arvore, que estava sempre firme, quando recebeu este golpe de vento, acabou por ceder depois de alguma luta e foi jogada no chão, derrotada. Quando o vento já tomava uma forma assustadora, o Mestre aconselhou ambos á entrarem. Takaurana obedeceu o Mestre, mesmo estando assustado com o ocorrido. Assim que a tempestade terminou, o Mestre convidou o jovem monge a ir até o terraço. Uma vez lá, pediu para Takaurana observar a mata. Daí o jovem monge teve um susto. A arvore não estava mais lá! E o bambu, embora deitado e um pouco retorcido, ainda estava lá. Takaurana virou para o mestre, espantado pelo ocorrido, e antes dele falar algo, o Mestre o adiantou:


- A Arvore é você, o Vento, seus pensamentos. Se você for rígido e firme, uma hora cairá derrotado. Mas, se você for o bambu e souber ser mole e flexível, conseguirá vencer os pensamentos.


E o Mestre continuou:


- Desenvolva a Sabedoria do Bambu. Não ofereça resistência. Simplesmente permita que sua Mente divague. Chegará uma hora em que ela se cansará e neste momento, é você quem será vitorioso. Nada vence a Sabedoria do bambu, que é a constância, dedicação e a flexibilidade.


Depois deste ensinamento, Takaurana agradeceu ao Mestre e voltou ao seu quarto. Lá pôs o mais perfumado incenso, acendeu a mais bela vela, e pôs-se a meditar. Deste dia em diante, conseguir meditar todas as vezes, dando atenção aos pensamentos, mas não perdendo a direção da sua meditação.


“ Se permitimos que passem por nós, sem oferecermos resistência, mas não perdendo nosso objetivo, poderemos vencer sempre, pois nossa dedicação é ouro, a constância é prata e a flexibilidade é jade. Não permita que o atinjam, mas também não ofereça resistência, apenas desvie, e se sua dedicação for maior, vencerá pelo cansaço. Esta é a Sabedoria do Bambu.”


Com Carinho Compartilho;

Anjo Guardião Branco

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Código de Ética dos Índios Norte Americanos

Aproveitando o grande movimento que tivemos com a publicação de " O Xamã ", publico aqui um e-mail que recebi de uma amiga, com o Código de Ética dos Índios Americanos. Diziam no passado que este povo era selvagem, atrasado e que nem como pessoas poderiam ser considerados. Hoje isso mudou, pois em muitas correntes de pensadores, percebemos que na verdade, eles estão mais adiantados que nós, pelo menos moralmente, devido à suas ações em relação para com seus irmãos. O objetivo dessa publicação é trazer algo prático sobre o caminho do Xamã e tbm trazer um código de Conduta prático, ético e evoluído, com conceitos bastante praticáveis se forem vivenciados com vontade, podem trazer benefícios à médio prazo para uma pequena comunidade. É uma pena que eu tenha perdido a autoria deste código, mas caso algum leitor o saiba, favor me informar. Segue o código:

CÓDIGO DE ÉTICA DOS ÍNDIOS NORTE AMERICANOS

1. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O Grande Espírito o escutará, se você ao menos falar.

2. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

3. Procure conhecer-se por si mesmo. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

4. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

5. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não lhe foi dado, não é seu.

6. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

7. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

8. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo voltará multiplicada a você.

9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.

10. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.

11. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrenal.

12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.

13. Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

14. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

15. Mantenha-se equilibrado. Seu corpo Espiritual, seu corpo Mental, seu corpo Emocional, e seu corpo Físico; todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu corpo Físico para fortalecer o seu corpo Mental. Enriqueça o seu corpo Espiritual para curar o seu corpo Emocional.

16. Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações.

17. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.

18. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

19. Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros.

20. Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade.

CONSELHO INDÍGENA INTER-TRIBAL NORTE AMERICANO
Deste conselho participam as tribos : Cherokee Blackfoot, Cherokee Lumbee Tribe, Comanche, Mohawk, Willow Cree, Plains Cree, Tuscarora, Sicangu Lakota Sioux, Crow (Montana), Northern Cheyenne (Montana).


Luz e Paz a todos os seres que desejam a Harmonia. Amor e Honra a todos os seres que vivenciar de verdade esta ética.
Paz em todo o Universo.
Com carinho compartilho;
Anjo Guardião Branco.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Poesia - Templo de Rosas





Templo de Rosas


No momento mais digno do meu ser,
sentia o cheiro de rosas trazida pelo vento,
uma esperança que renascia, que voltava,
à casa do meu coração.


Neste templo, onde tudo aconteceu,
recebi minha oferenda,
de bravos deuses,
por méritos que conquistei.


Méritos, para o mundo, sem valor,
valorizados apenas por dignos,
aqueles que têm o conhecimento,
que não são limitados por este.


Mas, o que são méritos,
para estes amados?
São conquistas sobre a carne,
da cerne humana.


São conquistas sem morte,
sem guerras humanas inúteis,
pelo contrário, são de evitá-las,
fazer inimigos dar-se as mãos.


Sem nenhuma intenção de orgulho,
estes seres humildes, desprendidos,
são despidos da inveja humana,
são desatados com a materialidade.


Por isso nesse mundo, eles não vem,
mandam seus agentes, bem-amados,
que com reverência descem ao mundo,
em forma de anjos, de servos.


Aqueles que têm imponência,
tocados pela divina presença,
protegidos pelos anjos,
amados pelos mestres.


Eu vivia na escuridão,
não sabia da minha natureza,
nem sequer seguia,
esta tão gloriosa missão.


Agora eu voltava à este patamar,
reuni todas minhas velhas forças,
aprendi de novo à ama-las,
voltei a ser meu verdadeiro ser.


Neste cheiro de rosas,
onde mais nada importava,
reconheci meu talento,
de entidade divina.


Neste belo Templo,
onde mais nada importava,
voltei a ser eu,
meu coração alegrara.


Onde estou agora,
local iluminado por Deus,
reencontrei meu caminho,
que foi perdido neste mundo vazio.


Agora em meu pleno ser,
voltarei a seguir pela Luz,
onde minha vida se reencontrou,
com a vontade de viver.


Anjo Guardião Branco